Pedal Morro do Mosquito

Pedal Morro do  Mosquito

Partindo de Itapira, passando por Lindóia, Serra Negra, Bairro dos Leais e retornando pelo Córrego do Cocho.

De Mosquito só tem o nome, seria muito mais apropriado chamá-lo de morro do Mamute, do Hipopótamo ou alguma coisa parecida, pois essa é mais uma daquelas subidas que se enquadram no adjetivo "monstro". Eu fiquei por muito tempo procurando o tal Morro do Mosquito, e só fui descobrir por acidente fuçando o strava de um amigo. Na Verdade o morro faz parte de uma estrada, e ela toda tem o nome de Estrada do Mosquito, e é uma estrada de terra, por enquanto, porque o morro em si já está 50% asfaltado, e futuramente acredito que a ideia seja asfaltar todo o trajeto, por isso indico a quem não conhece e quiser conhecer a estrada ainda em terra é melhor se apressar.

Mas esse não é um pedal para iniciantes, é preciso já estar num ritmo bom de treinamento, pois são 63 km com bastante subida, incluindo o Morro do Mosquito, que por si só já é um desafio. Caso você não esteja ainda preparado pra um pedal desse porte, treine mais, prepare-se e não perca tempo, pois o lugar é incrível, e a vista combinada ao ar puro fazem valer a pena todo e qualquer "sofrimento", e eu coloco sofrimento entre aspas porque pra quem está no MTB o sofrimento é relativo, quase sempre suprimido pelo prazer de pedalar. Bom, vamos ao que interessa.

Pedal Morro do Mosquito



Percurso: 63 km
Nível de dificuldade: Difícil
Grau de elevação: 1.355 mt

O Morro do Mosquito começa em Lindóia, então independente de onde você mora o primeiro passo é seguir rumo à Lindóia. No meu caso sempre uso a saída do Istor Luppi, e acredito que a maioria que sai pedalar por essas bandas também use essa saída, que pra quem não conhece é continuação da Avenida Brasil, que passa pelo Istor Luppi e vai até SP 147(Itapira/Lindóia). È só pegar a avenida Brasil sentido centro/bairro e ir até o fim dela, vai passar pelos Prados, descer para o Istor Luppi. Chegando no Luppi, vai ter um canteiro dividindo a via, é só seguir até o fim desse canteiro, quando chegar ao fim vai ter uma bifurcação, pegue à esquerda, veja na foto abaixo:


Pegando à esquerda é só seguir reto por 1.7 km, pouco antes de chegar na pista, uns 100 mt antes outra bifurcação, lembre-se sempre de pegar à direita nessa parte, pois à esquerda é reservada à entrada dos carros que saem da pista, e geralmente eles entram em alta velocidade, então como um bom ciclista mantenha-se sempre na sua mão e respeite as leis de trânsito, veja foto:




Virando às direita, é essa a visão que se deve ter, seguindo essa placa é só virar à esquerda sentido Lindóia:








Essa parte de pista do pedal é bem tranquila, ideal pra um aquecimento, e prá quem já está treinado da pra manter um ritmo legal, mas sem se esquecer de poupar um pouco de folêgo pra subir o Morro do Mosquito, que começa bem na entrada de Lindóia, e são pelo menos de 3,5 a 4 km de subidas bem íngremes.

Depois de pegar a pista é só seguir as placas, passa pelo trevo da Ponte Nova e segue em frente:





Da saída do Istor Luppi até a entrada de Lindóia segundo o Google Maps são 18 km, acredito que a grande maioria conheça a cidade de Lindóia, mas como a idéia de  criar blog é pra que as pessoas que não conhecem, passem a conhecer, vou procurar detalhar o máximo possível, assim quem estiver começando no esporte, ou até mesmo algum ciclista já experiente que esteja mudando pra essa região, possa aproveitar das trilhas com um mínimo de segurança em relação à localização.

Essa é a entrada da cidade Lindóia:




Passando por essa entrada, depois de 500 mt tem uma subida bem íngreme à direita, a rua Henrique Tozzi, é por ela que vamos seguir:




Esse rua é bem curta, o fim dela vai dar de frente com a Igreja (Paróquia Nossa Senhora das Brotas), que tem uma pracinha em frente, nessa pracinha você vai encontrar água, a "Fonte das Brotas", no dia que fiz o pedal pra fotografar infelizmente não tinha água, mas não sei dizer se essa condição era passageira ou permanente. De qualquer forma quando passar pelo local não custa nada dar uma olhada, e caso a fonte esteja seca, e sua reserva também, não arrisque, compre, ou peça água pra alguém, pois encarar a Estrada do Mosquito sem agua é sofrimento garantido, e pode até se tornar um problema bem sério dependendo da pessoa e de seu estado de saúde.
Abaixo está uma foto da Igreja, indicando o local da fonte:



Eu sempre aproveito essa parada pra reabastecer também as energias, comendo algo que sempre levo no pedal, seja barrinhas de cereais, gel repositor energético, ou mesmo um doce de amendoin, daqueles simples tipo paçoca gibi, que é uma das coisas que mais consumo durante os pedais, pelo sabor e pela resposta rápida de energia, próprio para ser consumido antes de encarar um gigante como o Morro do Mosquito.

Depois de reabastecer é hora de continuar o pedal, e os próximos 4 km serão os mais difíceis de todo o trajeto, então o certo é não demorar muito nessa parada, pra não correr o risco do corpo esfriar. Pra continuar é só contornar a igreja pelo lado direito, como indicam as fotos abaixo:





Depois de fazer essas duas conversões, vai entrar na rua Fabiano Franco:



Chegando no final dessa rua tem um cruzamento, que está na foto abaixo, é só atravessar e seguir reto pela rua Luiz Gusson, e daí pra frente começam as subideiras, agora é só respirar e pedalar:





Depois de fazer essa curva à direita, vai ter uma bifurcação, siga pela direita:




Agora desse ponto adiante é só seguir reto, até chegar em Serra Negra é uma pista só, bem difícil de se perder, poucos metros depois dessa bifurcação da foto acima, tem uma placa indicando o nome da Estrada do Mosquito, mas é uma placa falando  das obras, então não sei por quanto tempo ela ainda vai estar por lá, mas de qualquer forma está bem destacada nas fotos abaixo:





Passando por esse trecho as subidas continuam, e vão ficando cada vez mais difíceis, mas a vista também já começa a ser compensadora, logo que começar a subir é essa a visão que se deve ter:





O asfalto vai até mais ou menos até a metade do morro, pelo menos era assim da última vez que fui lá, depois é tudo terra até chegar em Serra Negra, tirei uma foto também da parte onde terminou o asfalto:




Logo que começar a subir pela terra tem uma bifurcaçãozinha, mas dá pra perceber perfeitamente qual é a estrada principal, é só seguir reto pela direita, e a entrada à esquerda tem placa de proibida a entrada também, então como eu já disse fica bem difícil pegar o caminho errado:



Depois dessa bifurcação é a parte mais difícil de toda a trilha, além de ser terra, é a parte mais íngreme também, a última vez que passei por aí devido á grande quantidade de poeira o esforço foi ainda maior, mas é também a parte mais emocionante, então força nas canelas e aproveite!!!

Depois de vencer essa parte mais crítica, que acredito deva ser de 1 km mais ou menos, vai chegar de frente com esse sítio, que eu não sei dizer o nome, mas a entrada está na foto, é só virar a esquerda e seguir em frente, mas não sem aproveitar pra dar uma parada e aproveitar a vista, que na minha opinião é a melhor de toda a trilha:



Depois de descansar, tirar umas fotos e tomar uma água, é hora de seguir em frente, logo que fizer essa conversão à esquerda, é essa a visão que você vai ter:




Agora é só pedalar e aproveitar a vista, pois o percurso até Serra Negra não é muito longo, por isso saboreie cada segundo, o sofrimento passa, mas as boas lembranças ficam, faça com gosto. Pra ter certeza que está no caminho certo tirei foto dessa placa do MonteBelluna, não sei se é um hotel ou pousada, o interessante é que sirva como ponto de referência:




Depois desse ponto, a próxima referência é a entrada de uma fazenda, que tem um muro de pedra, que está na foto abaixo, ela marca mais ou menos o meio do percurso até Serra Negra, e o Strava até esse Momento estava marcando 28 km:





Logo depois de passar por essa fazenda vai ter mais uma subida, mas pra quem já subiu o "mosquitossauro" esse não é nada, melzinho na chupeta;




Se você é como eu e gosta de ter certeza do caminho, no final desse morro tem mais um ponto de referência, a placa de do Sítio Torre de Pedra:




Depois de subir, vai ter uma descida, e logo depois outra subidinha, tranquila também;




Depois dessa subida, tem uma descida bem curta, e um "tope" pra chegar nessa outra chácara, que já marca o fim da estrada do Mosquito, porque depois dela é só descer até Serra Negra.






Pronto, agora é só aproveitar a descida, com cuidado lógicamente, e essa é a visão pouco antes de chegar em Serra Negra:




E depois aqui o ponto exato de chegada no perímetro urbano;




Chegando nesse ponto é sempre bom dar um "pulo" até a fonte no centro da cidade, reabastecer o estoque de água, comer alguma coisa se for o caso, eu não coloquei aqui o trajeto até o centro porque é relativamente fácil de se chegar, prestar atenção no caminho e depois é só seguir o mesmo no sentido inverso. Então parti com o mapinha desse ponto já voltando pra Itapira, pra não complicar o entendimento.


Supondo que você está voltando do centro da cidade, e vai chegar de novo nesse mesmo cruzamento da foto acima, mas vindo no outro sentido, é essa a visão que você vai ter, à direita volta pra Estrada do Mosquito, então vamos seguir reto sentido Itapira:




Uns 400 mt à frente desse ponto, vai ter uma rotatória, contorne ela e pegue à esquerda, não tem como errar, pois tem uma placa indicando Itapira.





Pedalando mais 300 mt tem outra rotatória, nessa vai pegar à direita, sentido Amparo:




Agora estamos na SP-105, e é praticamente só descida por 6 km, até a saída do Bairro dos Leais, que é o nosso caminho de volta. Nesse trecho de asfalto não tem nenhum cruzamento ou bifurcação, então é só seguir reto, até a saída que está na foto abaixo:




Depois de virar às direita, você vai estar de frente com a antiga Estação de trem, do lado direito dela tem uma estrada, também de asfalto, é por ela que vamos seguir:



Descendo por essa estrada, que eu conheço como a Estrada do Bairro dos Cagnassi (Canhassi), vamos percorrer 2,5 km até nossa próxima entrada, nesse trecho também não tem como errar, é só seguir pelo asfalto:




Depois de percorrer os 2,5 km, vai ter uma quadra poliesportiva, esse é o nosso ponto de referência, de frente com ela tem uma entrada às esquerda, uma estrada de terra, é nela que vamos entrar, e por ela vamos seguir até Itapira, passando pelo bairro do "Córrego do cocho". Veja foto abaixo:






Logo ao virar, é essa a visão que devemos ter, um lago do lado direito, e logo à frente à esquerda tem uma placa com o nome da estrada:


Essa é a placa, Estrada Carlos Cagnassi, ou estrada dos "Canhassi".





 Depois de entrar nessa estrada é só seguir en frente, terão alguns pontos de saída, mas é só seguir pela via principal, eu tirei foto de todos esses pontos, estão nas fotos abaixo:







Depois de passar pelo trecho dessa última foto, vai ter uma bifurcação, vamos seguir pela direita:






Depois dessa bifurcação, tem uma descida, que passa de frente a um barzinho, é só seguir reto pela estrada principal, até a próxima bifurcação, que terá como ponto de referência um ponto de ônibus, nessa também vamos seguir pela direita, veja foto abaixo:






Depois dessa virada, vamos passar por um sítio ou fazenda, não sei bem ao certo, é só seguir em frente:






Logo depois de passar pela fazenda, vamos chamar assim, vai ter umas tendas usadas na plantação, que servem também como ponto de referência, quando avistá-las pode ter certeza de que está no caminho certo, e levando em conta toda a distância do pedal, já bem perto de casa:





Depois de passar pelas tendas, vai ter uma subidinha boa, até chegar nessa outra bifurcação, não é bem uma bifurcação, na verdade tem uma entrada às direita, que é outra trilha até Serra Negra, mas agora vamos seguir reto, descendo, nesse ponto tem como referência uma porteira de ferro:






Depois desse ponto vamos descer um pouco, e é essa a visão que devemos ter:







No fim dessa descida, vai ter mais uma subidinha leve, essa é a penúltima subida de terra:




Terminando de subir, vamos pegar à esquerda, (à direita é um terceiro caminho até Serra Negra contando esse que fizemos de volta nesse percurso, e aquele que eu citei na última bifurcação, que vou ensinar numa próxima ocasião):




Logo depois dessa bifurcação tem uma curva às direita e mais uma descida, que vai acabar de frente a entrada de uma propriedade(vou chamar assim porque não sei se é sítio ou fazenda), e nesse ponto também tem como referência um ponto de ônibus;





Depois de virar, vai ter uma descida de aproximadamente uns 300 mt, e uma nova conversão à direita, também não há perigo de erro, pois à esquerda é entrada de uma propriedade.




Logo depois vamos subir o último morro de terra do pedal, é de dificuldade mediana, mesmo que você esteja cansado nesse ponto não se desespere, pois falta bem pouco pra chegar à Itapira;





No final dessa subida tem um cafezal, e terminando ela vamos virar à esquerda;





depois de virar é essa a visão que se deve ter;





No final dessa "reta" rem uma descida leve, e então vamos passar por mais uma bifurcação, é só seguir à esquerda pela principal;





Logo depois vamos passar por essas granjas, que coloquei como ponto de referência, e estamos praticamente em casa;





Chegando aí não tem mais como errar, é só seguir pela pista principal, como indicam as fotos a seguir;



(Depois desse  cruzamento tem uma descida bem íngreme, sempre bom ter cautela)


(Estrada cercada de Eucaliptos)                                        




Chegando no final da estrada é só pegar à esquerda(à direita vai para a trilha de Águas Claras);




 E enfim, depois de muito pedal chegamos ao fim do pedal, a ponte marca o término da estrada de terra;




Depois de passar pela ponte são mais 1,2 km de asfalto, contando uma subida leve, que é pra fechar com chave de ouro, a estrada termina em frente ao prédio da antiga Teka, e aqui termina a nosso pedal, daqui pra frente cada um vai seguir seu caminho dependendo do bairro onde mora.








Quero dizer que foi um prazer fazer esse trabalho, apesar da parte da montagem ser bem cansativa e exigir um tempo, coisa cada vez mais rara diga-se de passagem, o resultado me deixou muito satisfeito, se eu tiver força pra levar o projeto adiante, pode ser que no futuro se torne uma ferramenta importante para os ciclistas. Fico aberto às críticas, e caso eu tenha errado em alguma informação e alguém perceber pode me avisar que estou à disposição para consertar. Valeu pessoal, foi um prazer fazer esse "pedal" com vocês, um abraço e até a proxima!!!


DICAS PARA QUEM VAI ENCARAR O PEDAL;

  1. NUNCA se esqueça de levar água, se esqueceu não arrisque, volte e providencie.
  2. NÃO se esqueça de levar uma camara de ar reserva, e (ou) remendos para a mesma.
  3. Se pretende pedalar por mais de 1 hr, leve também algo pra comer, como gel repositor, paçoca, barrinha de cerais, um docinho de banana, ou o que você achar melhor, só não vá sem nada.
  4. Caso for pedalar sozinho leve sempre um documento de identificação, e avise seus familiares onde pretende ir e quanto tempo pretende demorar.
  5. NUNCA deixe lixo pelo caminho, um ciclista que se preze leva sempre seu lixo embora, em respeito aos seus colegas e à natureza.

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